Arriscar // Páginas Partilhadas

Arriscar.

Não havia melhor tema para começar este novo projeto. A Filipa Maia, do blog Deixa Ser – e que tanto me inspira a escrever – criou um grupo no facebook o “Ser Escritor”, onde juntamente com outras pessoas surgiu a ideia de criar o Páginas Partilhadas.

O Páginas Partilhadas reúne um grupo de escritores que tem como objetivo dar asas à sua criatividade, propondo-se a escrever mensalmente sobre um determinado tópico, que pode ser tudo o que possam imaginar, desde palavras, músicas, filmes, situações, ou seja, tudo o que possa ser um motivo de inspiração e que é escolhido todos os meses por um dos autores.

Aqui não há limites, as portas estão abertas para escrever como quisermos, o quanto quisermos, o objetivo é só um: fazer aquilo de que tanto gostamos!

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ARRISCAR | Setembro

Quero falar-vos sobre o que “arriscar” significa para mim. Quando estava no décimo segundo ano, naquela altura frenética para escolhermos um curso ao qual nos temos de candidatar, eu estava ao contrário de todos, calma. Sabia há muito que queria tirar Desporto e que queria que fosse na Faculdade de Motricidade Humana. Mas nessa altura, as minhas notas a matemática – a disciplina de acesso – não eram fantásticas, aliás só fui a exame nacional porque a minha professora foi incrível e deu-me um dez para não perder a oportunidade. Lembro-me de sentir que ninguém achava possível que conseguisse entrar para a universidade naquele ano. E porquê? Porque eu não queria mais nada além daquele curso, aquela faculdade. Candidatei-me como única opção e sem planos “B”, “C”, “D”, etc.

 

Talvez fosse maluca naquela época – eu prefiro dizer destemida – mas disse a mim mesma que só tinha duas opções, ou entrava ou entrava! Repetir matemática estava fora de questão – que sacrilégio!! – para mim. Estudei, acompanhada todo o ano por explicadores. Tirei 14 valores no exame nacional (ok, dizem eles que foi “naquele ano em que o exame foi super fácil”), mas consegui. Entrei como última colocada – ouviram bem – última colocada na primeira fase do meu curso. Senti-me tão grata e tão feliz, mas acima de tudo que era assim que tinha de ser. Quando te entregas às tuas escolhas, repleta de paixão e boas intenções, não tem como não dar certo. Acredito muito nisso. E eu tornei-me tão devota daquele risco, tão crente nessa audácia, que só podia ter tido aquele desfecho. Claro, podia também ter corrido mal, mas eu apostei tudo, sem medos e sem olhar para trás. Há uma história que me acompanha muitas vezes, que quando saltas de um precipício ou cais ou aprendes a voar. Quem não arrisca, nunca vai aprender a voar.

E se não for para voar, o que andamos aqui a fazer?

♥ ♥

Podem ler todas as participações no site do Páginas Partilhadas, bem como conhecer aos vários autores. Estamos também no Facebook e no Instagram, por isso passem por lá e sigam-nos nestas aventuras mensais de escrita.

[list style=”style6″] [li] Podem ler a minha contribuição para o mês de dezembro aqui, sobre o tema “Luz”.[/li] [/list]

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Acredito no destino, que não há coincidências e que a vida, nos espera onde fazemos falta.
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Foi em Cascais que tive a primeira prova nacional em 2009. Foi em Cascais que embarquei numa aventura incrível, em 2012, onde cresci enquanto pessoa e como treinadora, durante os três anos que se tornaram a minha vida. E foi exatamente a Cascais que voltei, na primeira prova, depois de três anos fora da ginástica.
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A vida é muito sábia. Faz-nos sempre voltar a casa. ❤️
  • A pensar que quando lá voltar, tenho um punhado de visitas a fazer a Barcelona de 1945.
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🖤 Zafón, do meu coração.
  • Quem me conhece sabe que tenho um fraquinho para a palhaçada e que gosto de brincar e tentar ser cómica.
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Nem sempre consigo (ahah) mas é algo que gosto de explorar. Bem como fazer estas brincadeiras, estes trocadilhos, por vezes inteligentes.
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É como diz o outro: “Entendidos vão entender”!🙈😝📸
  • Aprender, treinar, treinar, melhorar.
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Não há forma de dizer isto, nem outra maneira de o fazer. Só com treino podemos melhorar as nossas capacidades.
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Ando a testar novas edições, novas ferramentas e a tentar trazer mais qualidade para as minhas fotografias.
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O caminho, faz-se caminhando. 👣
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(Deslizando:
1. Fotografia editada no Lightroom e finalizada no Photoshop; ➡️ 2. e 3. Detalhes: ➡️ 4. Arquivo RAW)
  • Às vezes andamos tão em baixo que, quando menos esperamos, cai-nos no colo mimos que só podemos agradecer com muita gratidão e aprender que a vida é mesmo assim, feita de fases.
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No início do mês recebi um convite para dar um workshop de fotografia. Foi a primeira vez que o fiz. Podia ter tido um medo tal que me fizesse recusar, mas aceitei-o com todo o entusiasmo do mundo.
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Foi uma experiência incrível e fiquei certa, de que quero voltar a repetí-la.
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Andei muito caladinha em relação a isto, porque queria que desse tudo certo. E deu! 🙏🏻
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 Hoje conto-vos tudo ao pormenor, no blog.
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