Como as pessoas à nossa volta influenciam as nossas decisões

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Este tema, que hoje vos trago, foi sugerido pela Marta, com quem tenho trocado algumas experiências e partilhas sobre toda esta nova fase da minha vida.

Quando ela me sugeriu que falasse sobre a forma como as pessoas que nos rodeiam, influenciam de forma a nos incentivar ou desmotivar as nossas ideias e decisões, vieram-me imediatamente à cabeça várias situações que aconteceram comigo. Numas que me fizeram recuar, onde me senti por vezes desvalorizada e outras, contrariamente me deram muita força para avançar.

Vai haver sempre alguém que te vai dissuadir…

Porque o medo é aterrorizador e congela-nos. É normal que quem te quer bem, não queira que sofras, mas também existem aqueles que, simplesmente não suportam ver em ti a coragem que eles não têm. Por isso, algumas vezes vão avisar-te, vão subvalorizar o que estás a fazer, vão dizer-te que “isso não vai ser assim tão fácil!”. Pode não parecer certo e vai magoar-te algumas vezes, mas com o tempo vais percebendo que é natural. Que todos nós somos um espelho e apenas refletimos aquilo que nos mostram.

Há um ano e pouco, quando começava a falar com os meus amigos sobre o meu desejo em criar um blog, sentia que para alguns deles era indiferente, que não ficavam felizes por mim. Não demonstravam qualquer apoio, como se a minha iniciativa de criar algo diferente não lhes interessasse. Na altura magoava-me muito, porque tornava tudo muito pessoal. Achava que não me apoiavam por que não gostarem realmente de mim, que não acreditavam em mim. Isso entristecia-me e fazia-me recuar, como se a aprovação e reconhecimento deles fosse imperativo para seguir em frente.

Quando percebi que não posso, nem devo depender do aval e suporte deles para realizar os meus sonhos, deixei de lhes atribuir essa responsabilidade (culpa, se quiserem) que era apenas e só, minha. Deixei de lhes imputar um peso, pelo qual eles não eram responsáveis, pelo qual não tinham pedido, nem mereciam. E sim, a mim própria, pois sou eu a dona dessa responsabilidade.

Quando comecei a impor a mim mesma tudo isso, as coisas começaram a mudar. Comecei a assumir e a fazer acontecer. Com ou sem o apoio expressado deles, comecei também a sentir que a nossa relação melhorava, porque eu agia sem esperar a opinião deles.

Hoje, sei que a maior parte dos meus amigos, não lê as coisas que escrevo, nem entendem muito bem o que faço. E está tudo bem. Não é suposto eles serem os meus leitores e “seguidores”, ou até mesmo o meu público-alvo. Eles já têm um papel muito importante na minha vida: serem meus amigos.

E depois há outras pessoas que são como fadas madrinhas…

Nenhum grupo é melhor ou pior que o outro, ambos são igualmente importantes e necessários – o tal Yin-Yang para equilibrar. Normalmente, estas são as que menos esperamos, que aparecem de repente e sem darmos conta. Tive a sorte de recentemente fazer amizades boas dentro deste mundo de pessoas que escrevem e que estão por dentro da área. Como tal, sabem como tudo funciona, o quanto é difícil e, estão sempre prontas para comemorar o sucesso umas das outras. São estas que nos fazem refletir mais naquilo que somos capazes e nos motivam a fazer melhor todos os dias.

Uma vez, uma delas obrigou-me – literalmente – a fazer um preço mais alto para a sua sessão (quando assumi que era isto que queria fazer). “Deu-me na cabeça” de tal forma, que me levou a perceber que eu tinha de ser a primeira pessoa a valorizar-me, que só depois de eu saber qual era o meu lugar, é que as outras poderiam reconhecê-lo. E isto, é tão, mas tão verdade.

Ou seja, rodearmo-nos das pessoas certas é importante.
E certo não é apenas escolher pessoas de um determinado grupo. Ambas nos ajudam a crescer e nos ensinam muito, sobre a vida e sobre nós mesmos. O importante é sabermos sempre discernir entre aquelas que nos mantém em movimento, seja através do carinho ou da provocação boa, e que nos ajudam a subir os degraus desta escada.

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Segue-me

  • Dei-me conta que não existem muitas pessoas, que falem abertamente do lado mais cru e menos mágico de se ter um negócio por conta própria.

Não sei se conhecem o podcast Officina, mas um dos últimos episódios fala exatamente disso Também na semana passada, estive no terceiro encontro do She Works, onde se falou sobre as mudanças radicais de carreira e me identifiquei com algumas das questões levantadas. Foram estes dois momentos que me inspiraram a escrever sobre isto: o lado cinzento do meu trabalho, que muitas vezes não mostro e que nem sempre é um conto de fadas.

Para ler, no blog.

Um obrigada especial à @officinalis.pt, à @madebychoices, ao @nomadismodigitalpt, à @catalvesdesousa, à @filipammaia e à @cat_daydreams por falarem abertamente sobre a sua experiência! 💞 📸 Na foto estou eu e a querida @brunareisb, captadas por um transeunte, quando fotografavamos para o próximo Retratografia.
  • Um beijinho especial ao meu pai e a todos os pais que nascem quando o maior amor das suas vidas nasce também.
E que eu e a minha lente possamos sempre testemunhar esse amor. 💖
  • Já vamos a meio de Março e tem sido um levantar vôo a alta velocidade.

Peguei nas asas e dei por mim a estabelecer novas rotinas, a organizar a agenda e a fazer acontecer até quando as insónias me fazem uma visita.
Não há tempo para ficar a planar no ar, isso já foi lá atrás.

Há objectivos novos por cumprir e projetos novos para lançar. Ontem foi mais um dia de avanço, de sair do ninho e despir a carapaça - literalmente.

Em breve, vamos contar-vos tudo do @womanlinesphotography
esse projeto bonito que andamos a chocar. Cada coisa tem o seu tempo, e ao que parece o seu tempo está a chegar. 🌺
  • Hoje volto a este lugar bonito que já me viu em várias versões.

Volto à Academia @asnove, onde registei este abraço sentido e tantos outros momentos do Bloggers Camp 2018.

Desta vez é pelo @sheworks.pt que vou e para ouvir ao pormenor as histórias da @filipammaia e da @cat_daydreams, sobre isto de se mudar radicalmente de carreira.

Vejo-vos por lá? 😘
  • Quem é blogger ou empreendor digital e precisa frequentemente de fotografias para o seu projeto, sabe que fotografar dentro de casa pode ser um desafio.
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Porque a luz varia muito, as sombras são em maior quantidade e a luminosidade é sempre mais precária do que no exterior.
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Cá por casa é mesmo assim, a luz é pouca e varia bastante em curtos períodos de tempo. É preciso ter algum jogo de cintura para contrariar isso e produzir uma imagem de boa qualidade.
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Hoje trago-vos um dos meus "must-have" que é nada mais nada menos, do que um refletor feito de cartão branco ou de esferovite. É óptimo para diminuir o impacto e a profundidade das sombras, ter uma fotografia mais homogénea e clara e, não menos importante, super económico.
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Que acharam desta dica? 👌🏻
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#dicasdapestana #mpestanaphoto
#photographytips #interiorsphotography
  • Quantas vezes celebram as vossas vitórias?
- Começo eu: raramente.

E por isso, é meio caminho andado para desvalorizar as minhas conquistas, para senti-las como obrigação ou dever.
Estou sempre a esquecer-me disso e a menosprezar o caminho que faço.
Se és como eu, hoje fica aqui escrito: parabéns a mim e parabéns a ti, por tudo o que tens conquistado, por todo o teu trabalho, dedicação e perseverança.

YOU ROCK! 🤘🏼💖
PS: E para comemorar, sexta-feira vou estar no @sheworks.pt para ouvir duas mulheres incríveis falar das suas mudanças de carreira. Vai ser do caraças!