Esta Música dava uma História #10 – Notion, por Vânia Duarte

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Esta Música dava uma História é uma rubrica mensal dedicada à música e à capacidade que ela tem de nos fazer criar e reviver histórias. Por aqui vão passar histórias inspiradas em músicas, músicas que tanto têm para contar, vidas vividas ao som de uma banda sonora que nunca se esquece. A melhor parte desta rubrica é que vai ser partilhada com quem gosto. As músicas da minha vida e da vida deles, as que nos marcaram, fizeram sorrir e chorar, vão passar aqui pelo blog. Já têm o som no máximo?

Podem encontrar esta rubrica na primeira quinta-feira de cada mês.

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O Esta Música Dava Uma História deste mês é muito especial. E porquê? Porque é o último. É verdade, as coisas pelo blog vão mudar um bocadinho (outra vez) e o conteúdo vai passar a estar mais relacionado com aquilo que faço, fotografia. Por isso, fazia sentido colocar uma pausa nesta rubrica – pelo menos, por estas bandas. Quem sabe, continue num dos blogs queridos que sigo e volte a dar-vos música e histórias bonitas e reais.

Para encerrar em grande, trago-vos a maravilhosa Vânia, do blog Lolly Taste, uma pessoa que admiro muito, que me transmite sempre uma sensação de calma e que me dá motivação para ser todos os dias, uma pessoa melhor. Espero que gostem desta viagem ao mundo dela, desta vez através da música.

Ver também | Outras faixas de Esta Música dava uma História

Notion – Tash Sultana

Tenho para mim que numa outra vida fui cantora e que a coisa foi tão intensa que passou para esta vida. A verdade é que a música acompanha-me desde sempre, eu canto muito, não necessariamente bem, mas canto mesmo muito e tenho um hábito que às vezes pode ser chato para quem convive comigo, mas eu canto tudo o que faço e por isso há quem me chame Marshall.

Para quem viu a série How I met your mother, num dos epísódios os personagens apontavam os defeitos uns dos outros e o do Marshall era cantar tudo o que fazia, dando-vos um exemplo: “Vou colocar a loiça na máquina e a seguir fazer sopa para depois ir ao supermercado”. O comum dos mortais diz isto a falar, eu e o Marshall diríamos a cantar, e assim se passa a minha vida, eu canto muito, em todo o lado, não só músicas que já existem mas também estas coisas tontas que me fazem libertar energia.

E a música para mim é exactamente isto, energia, que por vezes me permite libertar tudo o que tenho cá dentro e outras faz-me desejar saborear a minha energia mais instrospectiva enquanto bebo uma chavena de chá ou pratico o meu yoga. A Notion de Tash Sultana é daquelas que está na minha playlist para praticar yoga, há algo na melodia, na voz da Tash e nesta letra que retrata amor, perda, dor e devoção que me faz querer esticar o tapete sempre que a oiço, especialmente quando estou naqueles dias em que me apetece esmurrar o mundo.

Talvez estivessem à espera de uma música hindu zuper zen para praticar yoga, mas a minha prática no tapete nem sempre é pacífica e perfeita, tenho alturas que me debato muito, com as minhas crenças, o meu ego, os meus medos e ter noção disto e mesmo assim escolher praticar em vez de dar uma desculpa para não o fazer, ajuda-me a sarar as minhas feridas internas e a crescer um bocadinho mais enquanto pessoa. E o Yoga, mais do que fotografias bonitas e com poses incríveis é muitos mais sobre compromisso pessoal e conduta na vida, e tanto um como o outro às vezes podem ser tensos e carregados de dúvidas. E isto é o que o Yoga nos dá quando nos entregamos por completo a ele, um despir de camadas que nos faz passar por processos que nem sempre combinam com filtros de rede social, mas que nos trazem mais verdade.

“Cause pain will heal”

Diz a Tash muito bem, porque tudo passa, e o que hoje parece negro, amanhã não será nada mais do que uma breve lembrança e no fundo é quando resolvemos mergulhar no nosso lado mais sombra que temos as maiores revelações sobre nós próprios e pelo menos a mim, vários desses momentos aconteceram e ainda acontecem quando eu decido praticar em alturas em que não estou em paz comigo ou com alguém.

Poderia ser uma música para um coração partido, poderia ser a música que eu ouvia quando um amor não correspondido me destroçava, mas a verdade é que é das músicas mais poéticas para me lembrar que por mais que custe no fim fica sempre tudo bem.

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| Sobre a Vânia Duarte:

Chamo-me Vânia e nasci no Verão de 85. Sou portanto uma “child of the 80’s”, formada em design gráfico, mas com uma verdadeira paixão pelo design digital (que é, actualmente, a área em que trabalho).

Bem na realidade sou apaixonada por muitas coisas e acho que uma das mais importantes é estar numa verdadeira relação de amor comigo própria e esta paixão faz com que queira partilhar com o mundo a importância que é, cada uma de nós saber que somos únicas.

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Segue-me

  • Conheci a Neuza, quando me convidou para falar no seu podcast @salteidosofa.

Desde então, as nossas vidas têm se cruzado várias vezes.
Desta vez, confiou em mim para capta-lá de forma genuína para a sua marca pessoal. 
O objetivo era, não só fazer umas fotografias mais formais para ilustrar o site e conteúdos, como também mostrar as suas características e personalidade.

Fiquei tão feliz com o trabalho final. O que acham?

#fotografiademarca #brandingphotography #mpestanaphoto
  • Um, dó, li, tá?
  • Muitas vezes me esqueço de ser eu.

Isto não quer dizer que esteja a fingir ser outra pessoa, de todo. Mas tenho tendência a esconder-me, a reprimir-me, na procurar da aprovação pelo outro.
Funciona um pouco como estar preso, dentro de si mesmo. Não é saudável. E dá umas saudades daquelas.

Tenho consciência que é algo que preciso trabalhar diariamente. 
Mais do que o reconhecimento do outro, devo procurá-lo dentro de mim. Tudo o resto, será bónus. 📸 ph: @anacouceiropires
  • Boa semana, que seja super produtiva.

Por aqui vai ser de muito trabalho! E por aí ? 💪🏼 Go Go Go!
  • A real justificação de: por onde é que começo?

Não! Amava, mas não é de hoje. Hoje estamos mesmo de pijama a dar corda às edições.
Vida de #bosslady também é isto, trabalhar ao domingo.

Para quem tem outras sortes, bom descanso!
  • Para quem trabalha em casa, sabe que manter uma rotina e a disciplina de sermos produtivos, pode ser um grande desafio.

Eu adoro trabalhar fora de casa, principalmente se estiver acompanhada de pessoas que estão a viver o sonho de trabalhar por conta própria. É uma forma de nos manter motivadas, de ter uma segunda opinião de fora, que tantas vezes nos ajuda a ver para além do que são as nossas fronteiras.

Ontem passei o dia a trabalhar no @wishslowcoffeehouse no Lx Factory. Achei óptimo que tenham um espaço dedicado a computadores, com tomadas elétricas e a "melhor vista para o café". Têm também ligação Wi-Fi, uma data de revistas que inspiraram e não há problema se lá ficares o dia todo. Ninguém te chateia.
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A única coisa menos boa, é os bancos serem um bocadinho desconfortáveis e altos, mas para mim não ter muito espaço para meter as pernas é um #firstworldproblem everywhere. 🤣 Ahah a malta mais pequena, vai adorar! .
Digam-me os vossos espaços preferidos para trabalhar?
Todos os meses vou tentar experimentar um novo.