Esta Música dava uma História #6 – Skinny Love, por Andreia Moita

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Esta Música dava uma História é uma rubrica mensal dedicada à música e à capacidade que ela tem de nos fazer criar e reviver histórias. Por aqui vão passar histórias inspiradas em músicas, músicas que tanto têm para contar, vidas vividas ao som de uma banda sonora que nunca se esquece. A melhor parte desta rubrica é que vai ser partilhada com quem gosto. As músicas da minha vida e da vida deles, as que nos marcaram, fizeram sorrir e chorar, vão passar aqui pelo blog. Já têm o som no máximo?

Podem encontrar esta rubrica na primeira quinta-feira de cada mês.

♥♥♥

A Andreia Moita é a convidada do “Esta Música Dava Uma História”, deste mês. Este mês, tão especial para mim que começa hoje. Novembro é o meu mês de eleição, é o mês oficial do Outono, para mim. Faço anos ali para o meio e ainda conto com mais uma série de dias que marcaram a minha vida. A Andreia faz parte do grupo de amigas que ganhei com a entrada dos blogues na minha vida. É daquelas que me faz sempre rir, que transmite aquela energia de bom dia “a quem é de bom dia” sabem? É impossível não nos sentirmos bem ao lado dela e com uma vontade genuína de viver a vida ao máximo. Traz hoje uma música que adoro e que me emociona sempre e eu, quero deixar-vos algumas palavras que ela me dirigiu, antes da sua história.

“Não me quero esquecer do meu registo habitual, mas deixa-me partilhar contigo que ultimamente tenho escrito mais coisas deste género e sinceramente gostei muito de escrever este texto. A música é emoção e foi isso que tentei passar para o papel com a maior verdade possível.”

E passou. Vamos a isto?

Ver também | Outros faixas de Esta Música dava uma História

Skinny Love – Andreia Moita

Foram os primeiros acordes de Skinny love que me interromperam o pensamento. Tentei mudar de faixa, na minha playlist interna. Mas nenhuma me fazia tanto sentido como esta. Eu não conheço esta música há muito tempo e tenho pena que ela não seja uma das minhas músicas. Que ela não faça um momento permanecer eterno, que não me lembre uma pessoa em específico. Podiam ter sido com ela as minhas viagens de carro a olhar pelo vidro. Podia ter sido ela a banda sonora de um amor não correspondido. Não foi. E sem motivo aparente ela é capaz de me dar uma sensação de conforto tal e qual uma caneca de chá quente consegue fazer. Permite-me ir desprendendo das coisas que me amarram como se me fosse despindo das roupas pesadas de inverno e as deixasse caídas, espalhadas, no chão, à porta de casa.

Suave e lenta nos seus acordes, é calma na sua melodia e é dura na sua mensagem. Talvez tenha muito pouco encanto. Chega a ser triste mesmo. Não tem nada a ver comigo. Mas é isso que me atraí. A capacidade de a adorar e de a ter como uma emoção mesmo não tendo em mim toda a tristeza dela. Sinto-a como um ombro ao qual era capaz de me agarrar. Confio-lhe todos os silêncios e todas as vozes misturadas. E é esta dualidade que me permite adorá-la. Esta capacidade que ela tem de anuir, abanar a cabeça, e aceitar tudo o que eu lhe entrego.

And I told you to be patient
And I told you to be fine
And I told you to be balanced
And I told you to be kind

Tantas vezes as incertezas me invadiram o coração, as dúvidas me toldaram a cabeça e me confundiram as ações. E depois, ao mesmo tempo, tantas vezes me pediram para ter paciência, para ser gentil, para me equilibrar que acabei por acreditar que ia correr tudo bem, que o caminho positivo era o único capaz de me conduzir. E foi por esse que escolhi seguir. Vai ficar tudo bem, skinny love!

♥♥♥

| Sobre a Andreia Moita:

“Sou uma pessoa alegre, a maior parte dos dias, sou bem disposta, adoro uma boa gargalhada. Não gosto de fazer nada sozinha. Adoro um bom convívio com amigos e família. Nunca falto a uma festa, tento estar na linha da frente e se possível eu mesma encho os balões. Tenho trinta anos, um pouco difíceis de aceitar, mas cheios de ensinamentos. No entanto, juro que aquilo que digo, aqui no blog, não parece nada de pessoa crescida!(…) Gosto muito de escrever por isso tirei o curso de jornalismo. Também adoro cantar, no carro e no duche, nesses sítios, garanto, canto muito bem. Também gosto de imitar personagens, das novelas, sobretudo. Podia ter sido atriz!”

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| Se quiseres participar nesta rubrica, envia-me um e-mail para margaridapestana16@gmail.com |

2 comments

  1. Mil obrigadas pelo convite e pelas palavras que me dedicas por aqui. Somos a prova que o mundo dos blogs vale pelas pessoas. Adorei escrever este texto, como te disse. O desafio da escrita faz ainda mais sentido quando é partilhado!. Beijinhos 🙂

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Foi em Cascais que tive a primeira prova nacional em 2009. Foi em Cascais que embarquei numa aventura incrível, em 2012, onde cresci enquanto pessoa e como treinadora, durante os três anos que se tornaram a minha vida. E foi exatamente a Cascais que voltei, na primeira prova, depois de três anos fora da ginástica.
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A vida é muito sábia. Faz-nos sempre voltar a casa. ❤️
  • A pensar que quando lá voltar, tenho um punhado de visitas a fazer a Barcelona de 1945.
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🖤 Zafón, do meu coração.
  • Quem me conhece sabe que tenho um fraquinho para a palhaçada e que gosto de brincar e tentar ser cómica.
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Nem sempre consigo (ahah) mas é algo que gosto de explorar. Bem como fazer estas brincadeiras, estes trocadilhos, por vezes inteligentes.
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É como diz o outro: “Entendidos vão entender”!🙈😝📸
  • Aprender, treinar, treinar, melhorar.
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Não há forma de dizer isto, nem outra maneira de o fazer. Só com treino podemos melhorar as nossas capacidades.
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Ando a testar novas edições, novas ferramentas e a tentar trazer mais qualidade para as minhas fotografias.
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O caminho, faz-se caminhando. 👣
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(Deslizando:
1. Fotografia editada no Lightroom e finalizada no Photoshop; ➡️ 2. e 3. Detalhes: ➡️ 4. Arquivo RAW)
  • Às vezes andamos tão em baixo que, quando menos esperamos, cai-nos no colo mimos que só podemos agradecer com muita gratidão e aprender que a vida é mesmo assim, feita de fases.
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No início do mês recebi um convite para dar um workshop de fotografia. Foi a primeira vez que o fiz. Podia ter tido um medo tal que me fizesse recusar, mas aceitei-o com todo o entusiasmo do mundo.
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Foi uma experiência incrível e fiquei certa, de que quero voltar a repetí-la.
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Andei muito caladinha em relação a isto, porque queria que desse tudo certo. E deu! 🙏🏻
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 Hoje conto-vos tudo ao pormenor, no blog.
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