Fim do Mês #1 | Novembro, intenso!

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Novembro foi um mês tão intenso, que senti necessidade de falar sobre ele. Esta necessidade fez com que isto virasse uma tendência mensal, também inspirada na rubrica Três para o Mês, da Rita da Nova (que aliás, devem todos ir ler!).

Fazendo as devidas adaptações, decidi que esta rubrica de balanço, era não só importante para mim, para me permitir ter este espaço de parar e olhar com crueza para o que foram os últimos 30 dias, mas também para me permitir guardar para a prosperidade estas lembranças, como um diário que nunca se destrói. Achei que profissionalmente, também podia ser uma mais valia para quem me lê e partilha este objetivo comum da fotografia, através da partilha do crescimento do meu negócio, as diferenças que ocorrem de mês para mês, as dúvidas e certezas que vão surgindo com o avanço do tempo.

Então, vamos a isto?

Profissionalmente

Novembro foi sem dúvida o mês mais mexido de sempre, em termos profissionais. Vale relembrar que faz três meses (3! às vezes parece muito tempo e outras, parece que foi ontem) que decidi dedicar-me à fotografia de forma profissional. E se os dois primeiros foram mais leves, com várias “folgas” que me permitiram ter mais tempo para fazer o nada, dedicar-me ao blog ou simplesmente conhecer e definir o meu processo de trabalho, este mês a sensação que tive foi que viajava num comboio a alta velocidade. Isto é muito bom, acreditem. Não só aumentei o número de sessões, como angariei mais clientes, conheci mais pessoas e fechei mais trabalhos. A diferença não foi astronómica no grosso das sessões, nada disso, mas o volume de trabalho aumentou bastante, porque há toda uma série de bastidores que é preciso gerir: construir orçamentos, responder a e-mails, acertar datas, enviar briefings (hei de falar-vos disto), editar fotografias, fechar a agenda do próximo mês, etc, etc.

A parceria com o Blogging For a Cause (que termina hoje), veio aumentar bastante o dinamismo da coisa. Cerca de 5 pessoas, adquiriram o Pack Flash, o que rendeu um valor de 100€ para as causas que o evento apoia. Considero que esta parceria cumpriu todos os seus objetivos e estou muito contente com isso.

O Dividimos a Conta, com a Rita da Nova continua a todo o vapor. Tem sido um desafio muito interessante, não só por me fazer sair da zona de conforto – ao fotografar em ambientes com pouca luz – mas também pela oportunidade de conhecer várias pessoas, com todas as suas características diferentes, com memórias distintas sobre a comida, mas com tantas particularidades em comum entre elas – esta história do consciente coletivo é incrível. Tem sido também maravilhoso desfrutar esta viagem com a Rita – já sabem por aqui, que sou super fã – que é uma comunicadora nata e que vê-la em ação é uma fonte de aprendizagem enorme.

Outra coisa que gostava de partilhar aqui, é algo que ainda não me tinha acontecido: sessões canceladas por motivos de mau tempo. Pois é, sabia que um dia iria chegar, mas é sempre uma situação desconfortável. Por um lado, queremos muito fazer o trabalho, por outro não queremos falhar as expectativas da outra pessoa. É obvio, que quem fotografa no exterior está sempre sujeito a estas condições e faz parte do processo aprender a lidar com isso da melhor forma e passar aos clientes a maior segurança e confiança possível, mesmo quando o “dia D” porque tanto esperaram, tenha de ser adiado. Esperamos que o São Pedro, seja mais amigo das próximas vezes.

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Pessoalmente

Novembro, novembro. É sempre um mês muito intenso por várias razões, porque faço anos e porque me traz memórias pilar da minha vida. São sempre muitas emoções e este ano não foi exceção.

Não tive um dia de aniversário inesquecível, aliás, acho que foi para o grupo dos “piores dias de aniversário”. Não me quero queixar, mas foi bastante estranho. Toda a semana foi atípica. Primeiramente, tinha decidido tirar essa semana de férias, agendado todos os posts para não ter de o fazer nesses dias, mas o destino trocou-me as voltas. Acabei por trabalhar, mais do que o normal. Aconteceram também algumas situações próximas, relacionadas com a saúde e bem-estar de pessoas amigas, portanto andei meio “coração nas mãos” o tempo inteiro.

A juntar a isto, comecei a ficar doente no meu dia de aniversário. Parecia que me tinha atacado de tal forma uma gripe, que em minutos me atirou à cama. Na realidade não foi bem uma gripe, apesar de alguns dos sintomas estarem lá, mas sei que era algo mais poderoso que isso. Um desequilíbrio. Nas emoções, na harmonia entre a vida profissional e a vida pessoal.

Não sou muito boa a fazer essa gestão. Nos últimos anos, a minha vida profissional tem sido o meu maior foco, esquecendo muitas vezes a importância de nutrir as minhas relações e os meus afetos. Não é que não os tenha, pois sou uma pessoa bastante carente nesse aspeto e que gosta muito de cuidar do outro, mas escolho muitas vezes distanciar-me, esconder-me e guardar essas emoções para mim. E é desta forma, que o meu corpo me avisa quando está em desarmonia.

O cansaço, que senti durante estas quatro semanas, foi gigantesco. Senti-me muitas vezes no meu limite, mas também aprendi coisas com isto: que tenho de me dar mais, de guardar menos para mim e falar com o outro.

Estou desejosa para que dezembro chegue e seja mais gentil comigo. Talvez também eu, devesse ser. ♥

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Segue-me

  • Dei-me conta que não existem muitas pessoas, que falem abertamente do lado mais cru e menos mágico de se ter um negócio por conta própria.

Não sei se conhecem o podcast Officina, mas um dos últimos episódios fala exatamente disso Também na semana passada, estive no terceiro encontro do She Works, onde se falou sobre as mudanças radicais de carreira e me identifiquei com algumas das questões levantadas. Foram estes dois momentos que me inspiraram a escrever sobre isto: o lado cinzento do meu trabalho, que muitas vezes não mostro e que nem sempre é um conto de fadas.

Para ler, no blog.

Um obrigada especial à @officinalis.pt, à @madebychoices, ao @nomadismodigitalpt, à @catalvesdesousa, à @filipammaia e à @cat_daydreams por falarem abertamente sobre a sua experiência! 💞 📸 Na foto estou eu e a querida @brunareisb, captadas por um transeunte, quando fotografavamos para o próximo Retratografia.
  • Um beijinho especial ao meu pai e a todos os pais que nascem quando o maior amor das suas vidas nasce também.
E que eu e a minha lente possamos sempre testemunhar esse amor. 💖
  • Já vamos a meio de Março e tem sido um levantar vôo a alta velocidade.

Peguei nas asas e dei por mim a estabelecer novas rotinas, a organizar a agenda e a fazer acontecer até quando as insónias me fazem uma visita.
Não há tempo para ficar a planar no ar, isso já foi lá atrás.

Há objectivos novos por cumprir e projetos novos para lançar. Ontem foi mais um dia de avanço, de sair do ninho e despir a carapaça - literalmente.

Em breve, vamos contar-vos tudo do @womanlinesphotography
esse projeto bonito que andamos a chocar. Cada coisa tem o seu tempo, e ao que parece o seu tempo está a chegar. 🌺
  • Hoje volto a este lugar bonito que já me viu em várias versões.

Volto à Academia @asnove, onde registei este abraço sentido e tantos outros momentos do Bloggers Camp 2018.

Desta vez é pelo @sheworks.pt que vou e para ouvir ao pormenor as histórias da @filipammaia e da @cat_daydreams, sobre isto de se mudar radicalmente de carreira.

Vejo-vos por lá? 😘
  • Quem é blogger ou empreendor digital e precisa frequentemente de fotografias para o seu projeto, sabe que fotografar dentro de casa pode ser um desafio.
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Porque a luz varia muito, as sombras são em maior quantidade e a luminosidade é sempre mais precária do que no exterior.
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Cá por casa é mesmo assim, a luz é pouca e varia bastante em curtos períodos de tempo. É preciso ter algum jogo de cintura para contrariar isso e produzir uma imagem de boa qualidade.
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Hoje trago-vos um dos meus "must-have" que é nada mais nada menos, do que um refletor feito de cartão branco ou de esferovite. É óptimo para diminuir o impacto e a profundidade das sombras, ter uma fotografia mais homogénea e clara e, não menos importante, super económico.
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Que acharam desta dica? 👌🏻
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#dicasdapestana #mpestanaphoto
#photographytips #interiorsphotography
  • Quantas vezes celebram as vossas vitórias?
- Começo eu: raramente.

E por isso, é meio caminho andado para desvalorizar as minhas conquistas, para senti-las como obrigação ou dever.
Estou sempre a esquecer-me disso e a menosprezar o caminho que faço.
Se és como eu, hoje fica aqui escrito: parabéns a mim e parabéns a ti, por tudo o que tens conquistado, por todo o teu trabalho, dedicação e perseverança.

YOU ROCK! 🤘🏼💖
PS: E para comemorar, sexta-feira vou estar no @sheworks.pt para ouvir duas mulheres incríveis falar das suas mudanças de carreira. Vai ser do caraças!