Fim do Mês #2 | Oh, Janeiro!

Olá a todos!

O primeiro mês de 2019 já está a terminar. Como assim, a terminar? Não é possível, ainda ontem era Novembro – podem ler sobre a primeira reflexão feita no fim do mês de novembro, aqui.

Talvez tenham reparado que, após o mês de pausa que fiz em dezembro para renovar do design do blog, as coisas por aqui andem mais ou menos. Não tenho cumprido com a consistência à qual me desafiei, nos objetivos para este ano. E se, na vossa cabeça por paira a pergunta: “O quê, mas já estás a falhar?” A resposta é sim.
Talvez seja meio caminho andado para ir tudo já por água abaixo ou então, seja uma boa altura para perceber por que é que está a correr mal ou, se os objetivos não se encontram desajustados.

Desde finais de novembro que a coisa por este lado tem andado em fase NIM. Sempre achei que fosse pela falta de férias, pela necessidade de descansar, pois o último trimestre de 2018 tinha sido intenso, cheio de desafios e emoções, mas não. Ou pelo menos, não só por essas razões.

O que acontece é que essa sensação tem-se mantido e com ela, vieram também uma certa apatia, desmotivação e algumas crises de ansiedade.

Profissionalmente

Como o início do meu trabalho como fotógrafa foi meio abrupto e inesperado, isso também significou que não haviam grandes expectativas e que, tudo o que vinha era encarado com surpresa e muita gratidão. Abracei todos os projetos com entusiasmo e todos os dias, eram uma novidade na minha vida. Logo, com a vinda no novo ano, achei que era importante planear com estratégia o meu negócio, definir objetivos, estabelecer metas e budgets a atingir, considerar algumas campanhas e lançar outros produtos e serviços, que desde então me tem andado na cabeça. Ora, à medida que colocava tudo no papel, surgiam também as primeira dúvidas, assaltavam-me as primeiras inseguranças.

O bom de não termos expectativas é que tudo o que vem é um ganho. Quando começamos a exigir de nós, a estabelecer metas e conquistas, isso acarreta também uma responsabilidade e pressão, as quais não estávamos habituados a lidar.

Senti que tudo a que me propunha era demasiado grande para mim, que não sabia o que fazer para conseguir lá chegar, como se os meus próprios objetivos me engolissem. A ansiedade conquistou terreno e comecei a patinar.

Andei assim um bom par de semanas e, apesar de fisicamente me sentir um pouco mais calma (é sempre um binómio ansiedade/tranquilidade intermitente), mantenho a mesma confusão na cabeça como se estivesse perdida. Continua a sentir-me cheia de incertezas e inseguranças e, mesmo a motivação tem sido escassa.

Faço o que tenho de fazer e cumpro sempre os meus deveres dentro daquilo que me proponho com o maior empenho possível, para proporcionar ao outro a melhor experiência, mas sinto que o tenho feito meio em piloto automático como se, na verdade, eu estivesse fora do meu corpo. Por exemplo, aqui para o blog existem várias ideias, vários temas que quero escrever, uma lista bem recheada de conteúdo que acho que pode ser incrível, mas falta qualquer coisa em mim para me levar a pô-lo em prática. Isto acontece porque me sinto bastante perdida no rumo a tomar ou insegura quanto ao meu valor e às minhas capacidades. Tem sido uma grande confusão, na verdade.

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Pessoalmente

Tem sido igualmente confuso. Como sabem, uma coisa influencia a outra e às tantas, é uma tal “pescadinha de rabo na boca” que já não sabemos onde tem começo e fim. Tenho sentido necessidade de estar mais desligada das redes sociais (o que ao mesmo tempo é contraditório, porque me sinto a correr para lá quando estou mais à toa: errado maggy!). Não me sinto bem com toda esta estranheza em mim e confrontar a ilusão – ainda que consciente – das vidas perfeitas dos outros e das coisas incríveis que estão a fazer, enquanto eu estou mergulhada nesta espécie de pântano lamacento e escuro, não me ajuda em nada. Tenho falado com algumas pessoas e parece-me que o sentimento é um pouco coletivo. Também se sentem assim?

Resumindo, o início do ano tem sido assim bastante estranho.

Não quero deixar aquela sensação de má vibe, até porque o importante é gerarmos e espalharmos boas energias, mas também, acredito que é através da minha experiência real que posso ter algum impacto no outro, na identificação daqueles momentos que afinal, todos vamos sentir alguma vez. Até porque a vida não é perfeita e todos vivemos alturas mais conturbadas e cheias de dúvidas.

♥ | E o vosso Janeiro, como tem sido?
Tem alguma dica que possam partilhar, para nos sentirmos todos um pouco melhores?
Contem-me tudo!

5 comments

  1. Puff também comecei assim o ano. Passei uma semana em Lisboa, voltei cheia de energia. Mas agora já quero fazer o Caminho de Santiago 😀 No final das contas o que preciso mesmo é detox total da internet e passar mais tempo na natureza.
    Tenta perceber de que forma podes voltar à tua boa vibe, essa formula está dentro de ti e não no exterior. Mega abraço!!

    1. É verdade Marta, só dentro de nós encontramos essa força e a verdade é que, muitas vezes isto das redes sociais, ainda nos deixam mais “bloqueadas” em vez de nos motivar.
      Mas agora sinto-me um bocadinho melhor, por isso vou pensar mais positivo e ir fazendo as coisas ao meu ritmo.
      Obrigada pelo teu carinho.
      Beijinhos

  2. Querida Margarida, por aqui estamos um bocadinho na mesma vibe! Uma tendinite chata no ombro, a mudança de trabalho que está iminente (ou, melhor dizendo, deixar de vez um trabalho para me dedicar a empreender, e tu melhor do que ninguém sabe como isto funciona!!), muitas ideias na cabeça para fazer crescer o meu negócio e uma procrastinação medonha e sem motivo…enfim, Janeiro foi bem estranho!! E, como se não bastasse, decidi voltar a escrever num blogue! Acordei cansada e pensei: vou voltar aos blogues!
    Mas, sabes, acho que estas fases são necessárias. São uma forma de nos obrigarmos a parar e a simplesmente estar, sem fazer muito, apenas deixar fluir. Eu acredito sempre que o melhor está para vir, e é precisamente esta boa vibração que quero passar para ti com este comentário 🙂
    Um grande beijinho,
    Catarina
    Catarina Vasconcelos recently posted…Crónicas | 1My Profile

    1. Querida Catarina,
      Compreendo tão bem aquilo pelo que estás a passar.
      Realmente Janeiro, foi um mês bem estranho, senti exatamente essa procrastinação terrível, essa zero vontade de fazer alguma coisa mesmo que as ideias não parem de surgir na cabeça.
      Mas sinto que agora as coisas começam a fluir mais tranquilamente e a energia começa a voltar aos poucos.
      Espero que contigo aconteça o mesmo e que todas essas mudanças te levem ao lugar onde desejas estar.
      No que precisares de mim, é só dizer.
      Um grande, grande beijinho <3

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Segue-me

  • Conheci a Neuza, quando me convidou para falar no seu podcast @salteidosofa.

Desde então, as nossas vidas têm se cruzado várias vezes.
Desta vez, confiou em mim para capta-lá de forma genuína para a sua marca pessoal. 
O objetivo era, não só fazer umas fotografias mais formais para ilustrar o site e conteúdos, como também mostrar as suas características e personalidade.

Fiquei tão feliz com o trabalho final. O que acham?

#fotografiademarca #brandingphotography #mpestanaphoto
  • Um, dó, li, tá?
  • Muitas vezes me esqueço de ser eu.

Isto não quer dizer que esteja a fingir ser outra pessoa, de todo. Mas tenho tendência a esconder-me, a reprimir-me, na procurar da aprovação pelo outro.
Funciona um pouco como estar preso, dentro de si mesmo. Não é saudável. E dá umas saudades daquelas.

Tenho consciência que é algo que preciso trabalhar diariamente. 
Mais do que o reconhecimento do outro, devo procurá-lo dentro de mim. Tudo o resto, será bónus. 📸 ph: @anacouceiropires
  • Boa semana, que seja super produtiva.

Por aqui vai ser de muito trabalho! E por aí ? 💪🏼 Go Go Go!
  • A real justificação de: por onde é que começo?

Não! Amava, mas não é de hoje. Hoje estamos mesmo de pijama a dar corda às edições.
Vida de #bosslady também é isto, trabalhar ao domingo.

Para quem tem outras sortes, bom descanso!
  • Para quem trabalha em casa, sabe que manter uma rotina e a disciplina de sermos produtivos, pode ser um grande desafio.

Eu adoro trabalhar fora de casa, principalmente se estiver acompanhada de pessoas que estão a viver o sonho de trabalhar por conta própria. É uma forma de nos manter motivadas, de ter uma segunda opinião de fora, que tantas vezes nos ajuda a ver para além do que são as nossas fronteiras.

Ontem passei o dia a trabalhar no @wishslowcoffeehouse no Lx Factory. Achei óptimo que tenham um espaço dedicado a computadores, com tomadas elétricas e a "melhor vista para o café". Têm também ligação Wi-Fi, uma data de revistas que inspiraram e não há problema se lá ficares o dia todo. Ninguém te chateia.
.
A única coisa menos boa, é os bancos serem um bocadinho desconfortáveis e altos, mas para mim não ter muito espaço para meter as pernas é um #firstworldproblem everywhere. 🤣 Ahah a malta mais pequena, vai adorar! .
Digam-me os vossos espaços preferidos para trabalhar?
Todos os meses vou tentar experimentar um novo.