O lado cinzento de trabalhar por conta própria

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Dei-me conta que, não existem muitas pessoas que falem abertamente do lado mais cru e menos mágico de se ter um negócio por conta própria. Não sei se conhecem o podcast Officina, da Cláudia Fonseca (do projeto Officinalis) mas, um dos últimos episódios fala exatamente disso, com a experiência real partilhada pela Vânia, do Made By Choices e da Krystel, do Nomadismo Digital. Também na semana passada, estive no terceiro encontro do She Works, onde se falou sobre as mudanças radicais de carreira (com a partilha da Filipa Maia e da Catarina Costa), onde me identifiquei algumas das questões levantadas. Foram estes dois momentos que me inspiraram a escrever sobre isto: o lado cinzento do meu trabalho, que muitas vezes não mostro e que nem sempre é um conto de fadas.

Provavelmente não serei o melhor exemplo, por que pelo caminho fiz algumas coisas de forma impulsiva e sem refletir o suficiente, mas sou inteiramente a minha experiência e, também por isso, acredito que é importante partilhar aquilo que tem acontecido comigo. (E também serve como diário de bordo, para nunca me esquecer de onde vim ♥ )

Talvez este pareça um artigo de “Coisas Que Não Deves Fazer Num Negócio Próprio” ou um de “Motivos Para Não Teres Um Trabalho Por Conta Própria” e, não podia estar mais errado. É sim, uma realidade das várias histórias que acontecem por aí, e é a minha história, sem filtros. É um iceberg inteiro e não, só a ponta.

Trabalhar em algo que gostamos é realmente uma bênção muito grande. Não digo que seja um sonho, porque cada vez mais acredito que podemos trabalhar nas coisas que nos dão prazer. E com prazer, não quero dizer que é tudo cor-de-rosa, porque não é mesmo! Como qualquer trabalho, existem coisas boas e coisas menos boas, outras que são mesmo chatas e que são uma dor de cabeça. O que tenho aprendido é que, trabalhar por conta própria acarreta o dobro das responsabilidades e preocupações, do que um emprego “regular” – esta é a minha perspetiva.

1# TUDO DEPENDE ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE DE TI E PRECISAS DE TER UMA MULTIDISCIPLINARIEDADE DE FUNÇÕES

Num trabalho “regular”, acordas, entras ao serviço, cumpres as tuas tarefas diárias e, chegando aquela hora, arrumas as coisas e dás por terminado o teu dia de trabalho. Quando temos um negócio próprio, podemos fechar as nossas tarefas diárias, mas o trabalho de bastidores continua. A preocupação com o dia seguinte, a necessidade de angariar clientes, de pagar ordenados (o nosso e o das pessoas que trabalham connosco ou em parceria), a organização financeira do mesmo, os e-mails por responder, o não conseguir prever como será o mês seguinte. Ou seja, toda a estrutura de negócio, que normalmente deixamos para as nossas chefias ou diretores, passa também por nós. Executamos ao mesmo tempo, uma série de funções: a de chefe, a de funcionário, de estratega, de contabilista e administrativo, de consultor de mercado, de investidor, de marketeer e, no meio disto tudo ainda temos de manter a sanidade mental (de preferência! Vamos rir, só para suavizar o assunto).

Claro que temos uma flexibilidade que nem sempre se encontra num trabalho por conta de outrem, como folgar ou fazer férias quando queremos, mas com isso vem também uma crescente responsabilidade ainda mais exigente, de termos noção que se nada fizermos, o nosso negócio não vai crescer. Que não temos ninguém a quem delegar o trabalho que deixamos por fazer nessas alturas. Por isso, trabalhar por conta própria exige sempre uma conta, peso e medida, que nem sempre conseguimos ver por estarmos só focados na liberdade que nos proporciona.

Tenho noção que tenho trabalhado muito mais horas, com mais intensidade e intenção, do que quando trabalhava por conta de outrem e, não é porque no meu antigo trabalho tinha pouco que fazer, mas sim pela exigência que todas estas funções pedem de mim, quando sou a incubadora do meu próprio trabalho. E, é mesmo muito difícil respeitar as horas de pausa e até ouvir o próprio corpo a pedir descanso, quando há sempre tanto por fazer e tanta pressão para que as coisas deem certo.

2# NEM SEMPRE EXISTEM ALMOFADAS FINANCEIRAS PARA AGARRAR

Eu não tinha nenhuma almofada financeira quando larguei o meu antigo trabalho. Continuo a não ter, porque não consigo. Todo o dinheiro que entra é absorvido pelas despesas fixas, pelos investimentos (que ainda estou a pagar – a máquina fotográfica, a lente) ou outras necessidades que todos os meses aparecem – combustível para o carro, transportes para me deslocar para as sessões, pagamentos do software de edição, consultas médicas, carregamentos de telemóvel, etc. E mesmo quando consigo por um pouco de parte (normalmente não passa de 15%), mês sim, mês não, acontece alguma emergência ou despesa variável e ele desaparece. Por isso, tudo o que construí e tenho construído (porque é um processo continuo) tem sido no dia-a-dia, numa inconstante relação entre saldo positivo e saldo negativo.

Eu vivo em casa dos meus pais, essa pode ser a “minha almofada” se assim quiserem chamar, mas custa-me horrores quando tenho de lhes pedir alguma coisa, porque na minha filosofia, eu é que devia ajudá-los! Até porque não temos uma vida assim tão desafogada e as questões relacionadas com dinheiro, causam sempre alguma tensão cá em casa. Além de que, sinto que ter criado um negócio próprio me tem afastado, cada vez mais da minha independência.

3# O DINHEIRO FALTA

O mês de fevereiro, por exemplo, foi o pior mês por aqui, onde fiz apenas 60€, com o meu trabalho de fotógrafa. Sim, leram bem, sessenta euros. E vocês perguntam, como é que alguém vive com 60€? A resposta é óbvia: com muita dificuldade, mas pior do que ter pouco dinheiro é lidar com as emoções que essa falta traz.

O dinheiro não é um dos meus valores primordiais, nunca foi. Nunca foi ele que me fez mover, ainda hoje não o é. Eu gosto mesmo é de vestir a camisola pelo que me apaixona, mesmo que isso signifique menos dinheiro em conta. Contudo, é uma necessidade e a falta dele é uma realidade difícil de engolir, que mexe muito com o meu bem-estar físico e mental, que me deixa em estados de ansiedade muito elevados e também de frustração. É difícil manter a mente sã, quando a situação financeira não é minimamente estável. A frustração – a sensação de trabalhar para aquecer ou dar o litro e o resultado ser mínimo – transforma-se facilmente em frustração, que se transforma por sua vez em boicote. Isto vira uma bola de neve, menos motivação, menos trabalho, menos dinheiro, menos motivação, menos trabalho, etc.

Tenho fases boas, em que consigo manter o espírito positivo, que consigo levantar a cabeça e por as mãos no trabalho, criar e fazer acontecer. Produzir conteúdos que não sei se vão trazer clientes, mas que acredito piamente que me vão trazer outras coisas tão importantes, como autoridade, reconhecimento e confiança. Uma coisa acaba naturalmente por trazer a outra. Mas há outras, como por exemplo, nos últimos dois meses, que são o oposto, me atiram para a cama e me tiram a vontade de tudo – como já vos contei aqui e aqui.

Neste momento, tenho também outro trabalho em part-time onde acrescento 150€ à minha conta, que como é óbvio, não é muito para as minhas necessidades, mas ajuda.

Ganho hoje, o mesmo que ganhava no meu primeiro emprego – ainda andava eu, na faculdade – com a diferença que se passaram 10 anos. Há dois anos, por esta altura, caiam 1000€ na minha conta a trabalhar 35h por semana. É uma escolha que faço todos os dias, por muito insensata que pareça a quem está de fora.

4# A VIDA SOCIAL DIMINUI E OS CONVITES DOS AMIGOS, SÃO MUITAS VEZES DECLINADOS

Vai acontecer muitas vezes. É fácil para vocês agora, perceberem que comigo é uma constante. Não é algo que eu faça por gosto, mas sim por necessidade. Simplesmente não dá para estar em todo o lado, o dinheiro não chega. Numas vezes vais dizer que financeiramente não te é possível estar presente nos jantares de aniversários, nos almoços durante a semana ou nos lanches para por a conversa em dia. Noutros vais fazer dessa saída uma prioridade, enquanto entras em esforço para pagar outra “conta” e, outras vezes, vais arranjar outras desculpas para não poderes ir, porque não te vais sentir confortável em estar sempre a dizer, que não tens dinheiro para fazer isto e aquilo. E claro, estar com os nossos amigos não tem de implicar gastar dinheiro, principalmente se lhes explicarmos que queremos fazer uma coisa mais simples, porque temos essa dificuldade. Mas essa também parece ser uma barreira nossa, enquanto seres humanos numa sociedade capitalista. Ainda nos parece errado e inferior, admitir perante os outros e nós mesmos, que não podemos viver uma vida acima das nossas possibilidades.

5# PODES ACABAR POR TE ISOLAR

Esta é a que mais me custa. Em todos os locais onde trabalhei tive uma equipa, fosse real ou “adotiva”, essa foi sempre a sua mais valia. Passar dessa partilha constante e tão produtiva, para ser uma total ilha na secretária do meu quarto, não é mesmo nada fácil. Mexeu muito comigo, nos primeiros meses, ao ponto de me sentir muito só e com dificuldade em criar. Nem todos sentem o mesmo, há quem não necessite de estar rodeado de pessoas, desta partilha social diária. Há quem viva bem sem este contacto. Eu cá preciso muito desta troca e, estar afastada dela tem-me tornado mais fechada e reservada, com mais dificuldade em me expor e em partilhar as minhas necessidades.

6# A COMPARAÇÃO É A TUA PIOR INIMIGA

Eu estou sempre a fazê-lo, mesmo que saiba bem que os sapatos dos outros não cabem nos meus pés. É humano olharmos para a galinha do vizinho e estarmos sempre a medir aquilo que já devíamos ter feito, que já devíamos ter alcançado, mas isso só nos traz algo de bom, se nos impelir a começar, a por as mãos na massa. Caso contrário, só é destrutivo e é preciso lembrar que ter um negócio por conta própria é travar uma batalha diária. Dizem que é normal nos dois primeiros anos, que é esse o tempo necessário até um projeto se fixar e começar a dar lucro. Acredito que sim, mas viver esse dia-a-dia é muitas vezes doloroso. Temos de estar conscientes disso e prontos para essa luta.

Não tenho medo de vos dizer isto porque não estou arrependida e, mesmo que estivesse, não havia mal nenhum nisso, ok?

Acho que nos pressionamos muito em ter sucesso à primeira e em sermos só uma coisa ou fazermos só uma coisa. Mudar de opinião é ok, faz parte! Significa que crescemos e obtivemos uma maior consciência sobre esse assunto e que agora, temos uma visão mais realista sobre ele e alinhada com os nossos valores, com aquilo que queremos para o futuro e com o estilo de vida que queremos viver. Que pode não ser igual ao da pessoa que está ao nosso lado, não tem de ser. Somos aquilo que quisermos! Não há errados e corretos, aqui.

É isto. Estas são as principais sombras que tenho encontrado neste “oásis” chamado, trabalhar por conta própria. Se tem sido fácil? Nem um único dia. Ainda assim, com todas as dificuldades, não me imagino a reviver o estilo de vida que tinha há dois anos atrás. Não me consigo projetar para essa realidade outra vez, como se não fizesse já parte de mim, como se já não refletisse os meus valores e objetivos de vida. Na verdade, neste momento, já não reflete, mas amanhã ninguém sabe.

♥ | Se estás por aí e te identificas com algumas destas dificuldades, se estás a passar pelo mesmo de alguma forma, quero dizer-te que não estás sozinha/o. Não existem receitas, nem formas definidas de como fazer as coisas e como passar por estas situações, cada história é uma história e cada pessoa tem um background diferente da outra. O que importa é que haja sempre respeito e empatia com todas essas realidades. E se ter um negócio próprio é o teu desejo e a tua forma de te sentires alinhada com a pessoa que és, então não desistas!

11 comments

  1. Acho que o principal motivo pelo qual nunca pensei, nem por sombras, em lançar-me de cabeça e tentar ser fotógrafa a tempo inteiro está aqui descrito. Obrigada por não dourares a pílula como vejo tant@s a fazer. A ansiedade de tudo estar sobre as minhas costas e de não saber como seria o mês seguinte ou mesmo o final do mês dariam cabo de mim, e por isso é que, sempre que ponho a hipótese de me levar mais a sério nestas lides em cima da mesa, é como um complemento e não como um full time – a não ser que algo desse para o torto no meu full time actual, claro…

    Conheço os meus limites “mentais” e sei que não saberia lidar com esse medo. Mas caramba, dou valor, e muito, a quem o enfrente de frente! E essa força só pode resultar em sucesso: acredito mesmo em ti! <3

    Jiji
    Joana Sousa recently posted…Retratografia | Night OwlMy Profile

    1. Minha Joana, obrigada pelo teu testemunho tão honesto e sem medos. É bom quando nos sentimos de igual para igual com alguém, mesmo que os caminhos sejam diferentes e as experiências de vida também. Andamos aqui todos a tentar fazer o mesmo, encontrar o nosso lugar. Obrigada de coração pelas tuas palavras e sinceridade e também pelo ininterrupto carinho que me dedicas.
      Gosto muito de ti. <3

  2. Adorei! Obrigada pela partilha tão sincera. Ainda hoje de manhã pensava nisto de ser tão mais desafiante trabalharmos para nós mesmos. E eu que sempre achei que tinha perfil para trabalhar por conta própria, há dias que me questiono se é mesmo o que faz mais sentido para mim e se não seria melhor seguir os conselhos da minha avó e arranjar um trabalhinho das 9h às 18h e depois fazer as minhas coisas nos tempos livres. Mas é como dizes, neste momento o caminho é este, amanhã logo se vê. Podemos sempre mudar de opinião e seguirmos na direção que entendermos.
    Muito força, querida. Tenho a certeza que o retorno vai chegar, tu mereces 🙂
    Beijinho grande
    Neuza recently posted…Conheces os teus talentos naturais?My Profile

    1. Acho que acontece todos os dias ou quase todos, questionarmos-nos quanto às nossas capacidades em continuar, em sermos capazes de levar este estilo de vida para a frente. Acredito que devemos continuar até nos fazer sentido e servir o nosso propósito. Obrigada pelo carinho!

  3. Obrigada por estas palavras, Margarida, Acho que é a única coisa que consigo dizer. Obrigada pela tua honestidade e sinceridade. Nos dias que correm, é muito fácil cairmos na ilusão que muitas pessoas nos passam de que é tudo lindo e maravilhoso e cheio de algodão-doce. Mas não é bem assim. E é preciso falar sobre os dois lados da moeda, como aqui fizeste!
    Neste momento, também tenho um mini-negócio e tenho ideias e sonhos para concretizar. Queria muito, queria tanto poder viver só deste projecto! Não sei se será possível! Há meses em que, como disseste, o dinheiro que entra é muito pouco! Mas de cada vez que penso em desistir pergunto a mim mesma: “Catarina, queres voltar a morrer por dentro como te aconteceu quando trabalhavas no hospital?” E a resposta é não.
    Não sei o que o futuro me, nos, reserva. Mas acredito que, para quem trabalha no duro e acredita no que faz, as coisas boas acabam por chegar!
    Um beijinho grande**
    Catarina Vasconcelos recently posted…PrimaveraMy Profile

  4. Estando eu numa área em que supostamente não há desemprego, o que eu senti não é próximo do que estás a sentir, mas consigo identificar esses pontos e a incerteza.
    3-Ver a conta a diminuir é assustador e a vontade de mandar tudo ao ar é muita. Mas vai ficando mais fácil.
    4- Define o que não pode faltar. No meu caso é um jantar semanal que existe há 11 anos. De resto os convívios são passeios matinais ao fim-de-semana. Só para ver as pessoas, arejar um pouco e sair sem gastar dinheiro.
    5- Precisas mesmo de pessoas contigo? O que eu fazia era ir para a biblioteca para ter gente em volta e sabia que tinha sempre amigos online se quisesse dizer disparates.
    6- Não te compares aos outros. Compara à tua ambição. Definir objectivos devia ser suficiente. Não algo exacto, mas um número aproximado porque se tiveres objetivos e não os atingires é muito mau. Mas se não os tiveres, não dás valor ao que conseguiste. Por exemplo, no primeiro ano consegui trabalhar mais 6 dias do que defini como mínimo. Foi horrível, mas teria sido pior se fosse demasiado ambicioso.

    Boa sorte.

    Se tiveres dúvidas, vai reler os comentários aqui. Tens uma comunidade de apoiantes.
    https://margaridapestana.pt/o-que-aprendi-como-freelancer/

  5. Olá Margarida. Acho sempre muito generoso este tipo de testemunhos. Portanto, obrigada por partilhares esse lado mais íntimo da tua jornada. De facto há muito romance à volta do trabalho independente e também não compactuo com isso e falo sempre de forma crua sobre esse assunto. Chateia-me como hoje em dia se fala com tanta ligeireza sobre empreendedorismo, por isso, acho mesmo necessário que apareçam mais pessoas a falar com total transparência. Não quero com este comentário dizer que é tudo mau. Claro que não. Mas como tudo na vida, há coisas boas e más e ambos os lados têm que ser falados. Estou há 7 meses a trabalhar por conta própria e só no próximo mês de Abril vou conseguir ter saldo positivo (se tudo correr como o previsto). Há minutos que vejo tudo tão negro, que duvido se vai dar certo, mas rapidamente passa, porque voltar ao estilo de vida antigo, para mim não é opção, pelo menos por agora, pois ainda é cedo para desistir. Não sou do tipo de tentar impingir este estilo de vida aos outros, até porque acho que não é para toda a gente e está tudo bem nisso. Cada um tem de levar uma vida que o faça feliz e em consonância com os seus valores, seja lá o que isso signifique para cada pessoa. Beijinhos e muito sucesso!
    Beatriz de ilhoa.pt

    1. Revejo-me tanto no teu testemunho. É preciso tempo e paciência para fazer as coisas florescerem. As coisas boas demoram tempo, não é?
      Tenho muita fé, que consigas alcançar esse saldo e também a tranquilidade que mereces a fazer algo que gostas.
      Obrigada pelo teu contributo e pelo tempo de investiste em ler esta minha jornada. Obrigada e um grande beijinho.

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Segue-me

  • Conheci a Neuza, quando me convidou para falar no seu podcast @salteidosofa.

Desde então, as nossas vidas têm se cruzado várias vezes.
Desta vez, confiou em mim para capta-lá de forma genuína para a sua marca pessoal. 
O objetivo era, não só fazer umas fotografias mais formais para ilustrar o site e conteúdos, como também mostrar as suas características e personalidade.

Fiquei tão feliz com o trabalho final. O que acham?

#fotografiademarca #brandingphotography #mpestanaphoto
  • Um, dó, li, tá?
  • Muitas vezes me esqueço de ser eu.

Isto não quer dizer que esteja a fingir ser outra pessoa, de todo. Mas tenho tendência a esconder-me, a reprimir-me, na procurar da aprovação pelo outro.
Funciona um pouco como estar preso, dentro de si mesmo. Não é saudável. E dá umas saudades daquelas.

Tenho consciência que é algo que preciso trabalhar diariamente. 
Mais do que o reconhecimento do outro, devo procurá-lo dentro de mim. Tudo o resto, será bónus. 📸 ph: @anacouceiropires
  • Boa semana, que seja super produtiva.

Por aqui vai ser de muito trabalho! E por aí ? 💪🏼 Go Go Go!
  • A real justificação de: por onde é que começo?

Não! Amava, mas não é de hoje. Hoje estamos mesmo de pijama a dar corda às edições.
Vida de #bosslady também é isto, trabalhar ao domingo.

Para quem tem outras sortes, bom descanso!
  • Para quem trabalha em casa, sabe que manter uma rotina e a disciplina de sermos produtivos, pode ser um grande desafio.

Eu adoro trabalhar fora de casa, principalmente se estiver acompanhada de pessoas que estão a viver o sonho de trabalhar por conta própria. É uma forma de nos manter motivadas, de ter uma segunda opinião de fora, que tantas vezes nos ajuda a ver para além do que são as nossas fronteiras.

Ontem passei o dia a trabalhar no @wishslowcoffeehouse no Lx Factory. Achei óptimo que tenham um espaço dedicado a computadores, com tomadas elétricas e a "melhor vista para o café". Têm também ligação Wi-Fi, uma data de revistas que inspiraram e não há problema se lá ficares o dia todo. Ninguém te chateia.
.
A única coisa menos boa, é os bancos serem um bocadinho desconfortáveis e altos, mas para mim não ter muito espaço para meter as pernas é um #firstworldproblem everywhere. 🤣 Ahah a malta mais pequena, vai adorar! .
Digam-me os vossos espaços preferidos para trabalhar?
Todos os meses vou tentar experimentar um novo.